Tempo para os filhos!!!!

   
 

Um menino, com voz tímida e os olhos cheios de admiração, pergunta ao pai, quando este retorna do trabalho:

- Papai! Quanto o Sr. Ganha por hora?

O pai, num gesto severo, respondeu:

- Escuta aqui meu filho, isto nem a sua mãe sabe! Não amole, estou cansado!

Mas o filho insiste:

- Mas papai, por favor, diga quanto o Sr. ganha por hora?

A reação do pai foi menos severa e respondeu:

- Três reais por hora

- Então, papai, o Sr. poderia me emprestar um real?

O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:

- Então era essa a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole mais, menino aproveitador!

Já era tarde quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo. Querendo descarregar sua consciência doida, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:

- Filho, está dormindo?

- Não papai! (respondeu o sonolento garoto)

- Olha aqui está o dinheiro que me pediu, um real.

- Muito obrigado, papai! (disse o filho, levantando-se e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama).

Agora já completei, Papai! Tenho três reais. Poderia me vender uma hora de seu tempo?

 

"Será que estamos dedicando tempo suficiente aos nosso filhos?"



 

Autor: desconhecido

Publicado no Portal da Família em 01/03/2003

 

sábado 21 janeiro 2012 16:46


Filhos que manipulam os pais.

Que chato dizer "não" para o meu filho. Certamente você já deve ter seguido essa linha de raciocínio pelo menos uma vez na vida. Mas saiba que esse "não", futuramente, pode ser uma tacada certeira para o decorrer da relação pai e filho.
O problema mora justamente aí. Muitos pais acham que dizer sim ou aceitar tudo que as crianças pedem irá compensar a ausência enquanto trabalham fora. Ou simplesmente porque dizer sim é mais fácil, estão cansados para escutar as reclamações e choradeiras dos pequenos.

Aceitar tudo o que o querido de casa determina é a porta de entrada para uma má educação por parte dos pais.

O reflexo disso é visto não tão somente dentro de casa, mas o falso autoritarismo da criança é transportado para o mundo externo, ou seja, à escola e também nas relações com outras crianças. É cada vez maior o número de queixas de professores em relação à indisciplina e à falta de limites de crianças, fruto de uma educação refém das normas e determinações do filho.

O novo dono da casa - Com apenas três anos de idade já é possível detectar traços de dominação no ambiente familiar. Na base do condicionamento, ela vai se acostumando a executar determinadas ações que nem sempre são aconselháveis para uma boa formação educacional.

E isso é ruim para a criança, pois, sem saber, terá enorme dificuldade de convivência com os demais. Inicialmente, pelos pais permitirem tudo, a criança tende a não se sentir amada. Excesso de tolerância pode significar indiferença e falta de amor.
Conseqüentemente, esse ambiente centralizador gera insegurança e até mesmo agressividade no comportamento infantil. Já em um ambiente estranho, a criança terá grandes dificuldades para agir, pois não será a "dona do pedaço", fazendo com que a insegurança e a agressividade se transformem em autodefesa.

Mostrar para a criança o que pode e o que não pode, fazendo com que reconheça sim e o não. Ficar bravo quando a criança faz algo errado e mostrar que ficou feliz quando acerta na sua atitude.

Não há como cuidar dos filhos "sob uma redoma" onde tudo é permitido. A sociedade vai cobrar limites e nem tudo que a criança quiser vai conseguir, assim sendo por toda a vida. Estabelecer limites e disciplina requer paciência e firmeza.
Os pais precisam entender que poupar o filho de situações difíceis, super protegendo-o, abrindo mão dos limites, é o primeiro passo para problemas mais sérios na adolescência.
Criança que cresce achando que tudo pode e que só terá coisas boas na vida terá mais propensão a ser seduzido por outros fatores que funcionam como "iscas" para fugir da realidade que encontrará, entre os quais a bebida e as drogas.
Portanto, pense duas mil vezes antes de dizer um "sim" ou "não". Em breve, seu filho agradecerá por isso.

Fonte: guiadobebe.uol.com.br

 

sexta 01 julho 2011 21:22


Depoimentos: Que tipo de mãe é você?

Superprotetora? Ocupadíssima? Do estilo desencanada? Nós conversamos com mães cheias de histórias sobre suas diferentes formas de educar os filhos.

Para fazer a reportagem "Afinal, que mãe você é?" saímos em busca de muitas histórias para saber de várias mulheres como é que elas se consideram como mães. Como qualquer mãe sabe, falar sobre os filhos é fácil mas, dependendo do que se conta, a revelação pode ser surpreendente. Aqui entre as mães de CRESCER, muitas se achavam do tipo "desencanadas" e se descobriram "superprotetoras", por exemplo. Ou vice-versa. A jornalista Bartira Betini, mãe de Sofia, de 1 ano, e que nos ajudou a encontrar estas mulheres, envolveu-se tanto com as histórias que acabou repensando o jeito dela como mãe.

A seguir, o depoimento da Bartira e das outras mães que participaram da reportagem. Se quiser entender já a descrição de cada tipo, confira o teste "Descubra quantas mães ´cabem´ em você".

 A JORNALISTA

"Readequei toda a minha vida por causa da Sofia. Optei por trabalhar como free-lancer para ter tempo de levá-la e buscá-la no berçário e poder ficar muito mais com ela. Somos muito ligadas, mas mesmo com 1 ano e meio ela é uma criança independente, pois fica no berçário desde os 5 meses. Foi a forma que encontrei já que não consegui ninguém de confiança para deixar minha bebê. Fazer essa reportagem e encontrar mães com dramas semelhantes aos meus, dúvidas e incertezas foi muito marcante. A gente sempre acha que está fazendo o melhor e quando alguns sinais mostram exageros ficamos assustadas. No meu caso foi assim. Fiz o teste. Meu perfil apontou para vários tipos: 35% superocupada, 35% desencanada, 15% superprotetora e 15% controladora. Levei um susto! Trabalho em casa para ter mais tempo e tento conciliar bem os horários, mas, sou mesmo superocupada. E melhorar sempre é possível!!!!", Bartira Betini, 35 anos, mãe da Sofia de 1 ano e 5 meses.

 AS MÃES SUPEROCUPADAS

"Nas duas vezes que engravidei, nem esperei a licença-maternidade: voltei a trabalhar antes, com as meninas ainda com 2 meses. Tenho uma empresa de móveis para escritório, que tocava junto com o meu pai até o ano passado, quando ele morreu. Agora ficou tudo muito mais puxado. Trabalho regularmente das 7h às 19h, de segunda a sexta. Isso na prática, porque é comum eu chegar em casa, dar um beijo nas meninas e ter que acessar algum e-mail ou dar algum telefonema urgente. Parando para pensar, eu trabalho mais do que 12 horas por dia. Tenho uma empregada de confiança e mesmo correndo muito com encargos do trabalho eu levo as meninas no pediatra e não abro mão de ir as reuniões da escola. Às vezes viajo, mas volto no mesmo dia, nunca pernoito, porque à noite não abro mão de ficar sempre com elas. Meu marido diz que eu exagero quando o assunto é trabalho. Já cheguei a levar a Ana Carolina comigo aos sábados durante alguma montagem de peças de escritório", Luciana Manzano Calvente Perez, 36 anos, empresária e mãe de Ana Carolina, 7 anos, e Natália, 6 meses.

"Sou do tipo que trabalha muito, se preocupa muito, está sempre ocupada com uma coisa ou outra, mas todas elas, de alguma forma, são voltadas para criar as melhores oportunidades para o Rafael. Tento sempre ser uma profissional melhor, uma pessoa mais antenada, uma mulher mais confiante, uma amiga mais presente, uma filha mais amorosa, uma aluna mais dedicada. Percebo que todo e qualquer esforço tem o objetivo de passar valores ao meu ‘companheirinho de aventuras', porque criança aprende com atitudes muito mais do que com palavras. Não abro mão da minha profissão. Costumo dizer que sou workaholic por natureza. Desde o nascimento do Rafa, resolvi que não trabalharia mais fora para ter mais tempo com ele. Por isso trabalho em casa e muito mais que antes: uma média de 12 horas por dia. Porque ele dorme, eu trabalho. Ele está na escola, eu trabalho. Ele está em casa vendo televisão e eu trabalho. Distraio ele e estou de olho no e-mail. É uma rotina intensa", Carolina Caires Coelho, 29 anos, tradutora de livros e mãe de Rafael, 5 anos.

 

 AS MÃES SUPERPROTETORAS

"Na primeira gravidez, tive toxoplasmose e anemia profunda. Por conta disso, tinha contrações que davam a impressão que a Yasmin nasceria com três meses de gestação. Já a gravidez do Miguel foi muito tranqüila, mas não pude trazê-lo para casa: ele ficou internado uma semana com icterícia. Depois, a partir dos seis meses, ele ficava internado constantemente com bronquiolite. Então sempre vivi com o medo de perder meus filhos. Eles não dormem na casa de amiguinhos e quando estão na escola ligo de três a quatro vezes por dia. Sair sozinho sem ser comigo ou meu marido, nem pensar! A Yasmin dormiu uma única vez na casa da minha irmã e eu chorei feito criança. Prefiro que eles façam passeios que eu sempre possa estar junto. O pediatra diz que preciso deixá-los mais soltos, cair e levantar sozinhos, mas eu nunca deixei. Se eles caem, eu sou a primeira a ajudá-los. Se eles não querem comer sozinhos, eu dou na boca, pois minha atenção é 100% deles. Por isso também que hoje trabalho como manicure. O dinheiro diminuiu, mas os cuidados com eles não tem preço. Ninguém cuida melhor do nosso filho que a gente mesmo", Micheli Lima Correa Magno, 28 anos, manicure e depiladora e mãe de Yasmin, 4 anos, e Miguel, 3.


"Desde o nascimento da minha primeira filha sou uma mãe superprotetora. Estou sempre por perto, observando, muito mais que interferindo. No caso da Jéssica, por exemplo, é comum ouvir uma conversa ou outra pessoal dela com amigas em casa. E confesso que tem hora que solto um ‘alto lá, isso não pode ser desse jeito', mas é raro, eu juro... Outra coisa é que nunca viajei com meu marido sem meus filhos, e também nunca os deixei com minha mãe para sair à noite. Eu não me arrependo, pois meus filhos são tudo pra mim, minha razão de viver. Meus passeios são aqueles que eles podem me acompanhar. O simples pensamento de que eles podem sentir minha falta nem que seja por algumas horas me desespera. Hoje faço ginástica, mas foi um processo longo para eu conseguir desenvolver uma atividade que não envolva eles. E só consegui porque escolhi um horário que eles estão dormindo. E como a academia é bem próxima de casa, consigo chegar há tempo de qualquer um dos dois acordar", Giovana Aparecida, 31 anos, professora e mãe de Jéssica, de 10 anos, e de José Roberto, de 3 anos.

 

 AS MÃES TERCEIRIZADORAS

"Até os 3 anos de idade, cada um tinha uma babá para dar conta da demanda que é criar trigêmeos. Hoje temos uma só que cuida dos três, mas em período integral. Ela também leva e busca nas atividades extras e eventualmente corre com eles ao pronto socorro, para eu chegar em seguida. Os meninos fazem judô à tarde e a Clara faz balé. Logo eles vão começar na fonoaudióloga. Percebo que fica mais simples o dia a dia quando você terceiriza os serviços, pois mesmo que eu quisesse não daria conta de fazer tudo com eles. Fico preocupada, tento ser presente o maior tempo possível, mas preciso de tranquilidade para poder trabalhar. E colocá-los em várias atividades preenche o tempo deles, o que acho importante. Não sofro porque os deixo para fazer alguma atividade pessoal. Vou, ligo, administro, confio e volto com mais saudades ainda, o que é extremamente saudável, pois os tempos nas relações nos fazem valorizá-las e com filhos não é diferente", Maria do Socorro Frerichs, 47 anos, assessora jurídica e mãe dos trigêmeos Noberto, Clara e Roger, 4 anos.


"O João Pedro fica com a babá desde os 5 meses, pois voltei a trabalhar após a licença maternidade e um mês de férias. Em 2009 ele começou a ir à escola e este ano a rotina ficou mais intensa: faz inglês, fonoaudióloga e judô. Todas essas atividades são acompanhadas pela babá, que leva e busca. Como fico muito tempo longe, escolhi uma babá, uma escola e prestadores de serviço que eu confio plenamente. Dificilmente falto no trabalho ou chego mais tarde porque ele teve uma febrinha ou uma simples virose. Eu acredito que isso faz parte do desenvolvimento da criança e eu terceirizo para ter a tranqüilidade de que alguém está cuidando dele. Claro que com o meu monitoramento. Se a febre aumenta, aí sim é motivo para eu intervir e acompanhar ao médico, mas a babá sempre vai junto porque sabe detalhes da rotina que eu não sei. A criança não precisa ser cuidada 100% pela mãe. Prefiro ter menos tempo junto, mas com mais qualidade", Magali Regina de Souza Marin, 39 anos, economista e mãe de João Pedro, 3.

 

 AS MÃES CONTROLADORAS

"Tenho uma grande preocupação em estabelecer rotina e meus filhos têm horário certo para dormir. Posso até negociar se for sexta-feira, mas durante a semana não dá. A Maria Eduarda entende melhor o que pode e o que não pode, enquanto o Bernardo exige rigidez nas regras. É complicado dar muita liberdade nesta idade, pois eles já estão começando a questionar a autoridade dos pais. Eu tento escutar e até certo ponto tem que conversar, mas existe um limite em que regra é regra. Para conseguir manter a rotina básica, não dá para flexibilizar. Eles estão sempre testando os pais. A mais velha queria poder sair da escola na hora do intervalo, mas é o segundo ano que eu não autorizo e ela fica chateada, porque algumas amigas já saem. O meu pequeno apronta bastante, me desafia, e muitas vezes é na base do ‘não, não e não', de colocar de castigo e deixar sem um brinquedo por um tempo. Acaba sendo o ‘não' e ponto, pois ele se acha cheio de poder", Bibiana Gastal de Magalhães, 34 anos, psicóloga e mãe de Maria Eduarda, 7 anos, e Bernardo, 4.


"Eu procuro colocar os limites com tranquilidade. Há momentos em que os filhos testam você, mas é preciso calcular a intensidade. Mostrar quem está no comando da relação passa segurança e deixa claro qual é o espaço deles. Do contrário, eles ficam inseguros e perdem a referência de até onde pode ir. Lá em casa fazemos os combinados. Eu acho importante não desperdiçar, então não os obrigo a comer se não têm apetite, mas tudo que é colocado no prato precisa ser comido. Este combinado se estende aos brinquedos: só é para pegar aquilo que vai usar de fato. Se você explicar o motivo das regras ela vira um combinado. O videogame, por exemplo, só pode jogar depois que a lua está no céu. O dia é para ser aproveitado de outro jeito. Também preciso administrar a diferença de idade, pois a Valentina já tem mais autonomia e pode fazer algumas coisas que o Oliver ainda é muito pequeno para fazer, ainda que ele queira imitar a irmã", Daniela Schmitz, 41 anos, publicitária e mãe de Valentina, 6 anos, Oliver, 3.

 

 MÃES DESENCANADAS

"Quando fiquei grávida da Julia, parei de trabalhar e estou esperando ela crescer um pouco para voltar. Com três filhos, é preciso relaxar para conseguir dar conta de tudo e não pirar. Com o Bruno eu era protetora demais, não deixava ele fazer nada. Mas depois que a Catarina e a Julia nasceram, eu relaxei e agora deixo eles fazerem tudo. Deixo eles se sujarem à vontade, não ligo. Tem uma parede da cara em que eles podem fazer o que quiserem, então pintam com tinta e com giz de cera, fazem desenhos e até um brinca de pintar o outro. Eles brincam bastante fora de casa, no quintal, com mangueira de água quando está calor. Às vezes eu derreto chocolate para fazermos pirulito juntos e só troco a roupa deles na hora de sair, assim não tem stress e eles não saem de casa sujos. Meus filhos têm uma alimentação super boa, comem bastante fruta, então esse trabalho eu não tenho. E se eles falam que não querem comer verdura, por exemplo, eu não ligo e deixo um dia ou outro", Fabiana Primerano Romero, 31 anos, comerciante e mãe de Bruno, 4 anos, Catarina, 3 e Julia, 9 meses.


"Eu delego bastante, pois acredito que os filhos são do mundo. Eles têm que ter responsabilidades e entender que podem contar comigo para tudo, mas que podem contar com outras pessoas e inclusive consigo. As regras mudaram e hoje em dia precisamos ter bom senso. Não sou rígida com horários, porque se um dia eu chego mais tarde do trabalho quero poder jantar com eles, por exemplo. O que eu mais cobro deles é responsabilidade e independência, no sentido de se cuidar, arrumar a mochila da escola, entregar os bilhetes da professora, porque eles têm que entender que a mãe não vai olhar e cuidar o tempo todo. Quando o Roberto e o Tomás brigam, minha primeira reação é não interferir e deixar que eles tentem se resolver. Sempre peço a solução para eles. Se eu colocar a minha palavra, eles vão questionar e achar que estou impondo", Renata Cantoporto, 34, publicitária e mãe de Roberto, 9 anos, e Tomás, 7.

 

Por : Cristiane Rogerio e Fernanda Carpegiani

 

 

 

 

 

 

 

domingo 28 novembro 2010 12:14


Denuncie..... Diga não a Pedofilia.

 

 Em princípio uma criança não deveria despertar atração sexual nenhuma, mas, diante da ocorrência constante de crimes dessa natureza, ficou estabelecido legalmente que a pedofilia acontece quando um indivíduo que possui no mínimo 16 (dezesseis) anos de idade pratica atividade sexual com menores de 14 (quatorze) anos. Além disso, deve existir entre os mesmos uma diferença de no mínimo 05 (cinco) anos, observando a idade mencionada, já que o relacionamento entre crianças não é considerado pedofilia. Tornou-se de praxe utilizar o termo “pedofilia” para qualquer referência sexual praticada com crianças e adolescentes, desde a fantasia e desejos até a concretização do abuso; e o termo “pedófilo” para todo aquele que se sente atraído por crianças, ou que pratica abuso contra as mesmas. Todavia, tal entendimento é totalmente equivocado, vez que confunde crime com doença, pois nem todo criminoso que abusa de crianças e adolescentes pode ser classificado como pedófilo. Conforme ensinamento da psicóloga Karen Michel Esber “Confunde-se muito o crime de abuso sexual com a pedofilia. A pedofilia é um diagnóstico clínico, não é um diagnóstico de atos de crimes. O sujeito pode ser um pedófilo e nunca chegar a encostar a mão em uma criança”. Para Miguel Chalub, psiquiatra forense e professor associado do Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da Faculdade de Medicina da UFRJ, pedofilia é a atração que uma pessoa sente por crianças que ainda não atingiram à puberdade. “Se a pessoa sente atração por uma criança que ainda não atingiu os caracteres sexuais secundários, que não apresenta aptidão para a vida sexual, nós denominamos, de acordo com as definições e legal, de pedofilia”. Para os pedófilos, as fantasias que dominam suas mentes estão fora do controle consciente e não ocorrem por escolha voluntária, enquanto que o abuso sexual acontece por mera deliberação de quem o comete. Não existem punições legais para os pensamentos de um indivíduo, por piores que eles venham a ser, uma vez que na legislação Brasileira a cogitação não é punida, por isso, somente quando a atração sexual de um pedófilo passa da cogitação para a execução, é que o mesmo poderá ser responsabilizado legalmente. O abuso sexual ocorre independente da pessoa ter pedofilia, tanto é que pesquisas recentes apontam a que a violência sexual contra menores, na maioria dos casos, é cometida por pessoas absolutamente normais, enquanto que apenas 1% (um por cento) dos pedófilos diagnosticados abusam sexualmente de crianças. A violência sexual pode ocorrer de 03 (três) formas: não envolvendo contato físico (abuso verbal, filmes obscenos, voyeurismo, telefonemas obscenos); envolvendo contato físico (coito total ou tentado, manipulação de genitais, pornografia, contato oral/genital); e envolvendo contato físico com violência (deve estar presente a força ou ameaça). O consentimento da vítima não modifica a tipificação do crime, vez que para a lei o menor de 14 (quatorze) anos não possui discernimento para consentir ou não a conjunção carnal, ou qualquer outro tipo de abuso sexual, tanto o é que a Lei nº 12.015, de 07.08.2009, DOU 10.08.2009, incluiu no Capítulo II do Código Penal o tema DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA VULNERÁVEL. Além disso, ao contrário do imaginado, o abuso sexual contra menor nem sempre ocorre na clandestinidade, e sua maior incidência é dentro do ambiente doméstico, por parentes ou pessoas próximas da criança e do adolescente. O fato é que o pedófilo tenta parecer simpático e normal para ganhar confiança das pessoas, e, principalmente, das crianças, utilizando as necessidades das mesmas como forma de se mostrar útil, simpático e amigo. Normalmente possui uma conduta exemplar e é bem visto por todos, o que dificulta inicialmente a identificação e depois a punição do mesmo. No caso concreto, a conduta do indivíduo que pratica abuso sexual deve ser adequada a um dos tipos penais existentes no Código Penal, Estatuto da Criança e do Adolescente e demais legislações, podendo ser encaixadas nos crimes já previstos.

*Dra. Samanta Francisco

*Dr. Jakson Clayton de Almeida

quinta 28 outubro 2010 20:35


Minha Ciclista Preferida!!!!!.

Blog de sthefany :PRINCESA STHEFANY, Minha Ciclista Preferida!!!!!.

Sthefany 2 anos e 3 meses.

quarta 27 outubro 2010 10:28


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